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Pela saída que tem
Na
vadiagem alguém
Chamou-lhe Zé Passarinho
Fala em verso e as mulheres
Ao
fim de duas colheres
Leva-as no bico p´ró ninho
Uma
triste noite ao frio
Cantava-se ao desafio
Para aquecer as paixões
Quando um estranho se levanta
P´ra mostrar como se canta
Faz-se à Rosa dos limões
Ai
o povo ficou sentido
Com
aquele destemido
Há-de morrer engasgado
Palavra puxa palavra
Desata tudo à estalada
Com
o posto ali ao lado
Nem
foi preciso a carrinha
Tudo na sua perninha
Numa linda procissão
Das
perguntas com carinho
Ficou preso o Passarinho
Só
para investigação
Ai
nasce o dia atrás da Sé
E
ninguém arreda pé
Nem
por dó, nem por esmola
E o
povo ficou sentado
Para ouvir cantar o fado
Passarinho na gaiola
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